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Estúdios e lofts são tendências com charme e sofisticação 

50 Tons Urbanos - Foto: Jomar Bragança

50 Tons Urbanos – Foto: Jomar Bragança

O estilo moderno de viver não inclui espaços amplos ou complicações. A correria do dia a dia impacta diretamente a arquitetura e decoração, a exemplo da tendência de lofts e estúdios no Brasil. Embora menores e compactos, o modelo não pode ser descrito simplesmente como um apartamento. Eles possuem área maior que 50 m² e não têm paredes, o que facilita a integração do espaço (exceto o banheiro) e a praticidade. A diferença entre eles fica por conta da metragem do estúdio, menos extensa se comparada ao loft.

Há quem diga que os primeiros traços que deram vida a um loft – mote para a criação dos estúdios – saíram da prancheta do arquiteto francês Le Corbusier. Ainda na década de 1920 ele criou apartamentos amplos, com pé-direito duplo e muita luz natural. Esse conceito foi reproduzido nos subúrbios de Manhattan nos anos 1930, mas foi apenas em 1970 que morar em lofts virou moda. A partir daí, se tornou um estilo de viver e não apenas um local para morar. Nessa época, diversos artistas foram para o local em busca de um custo de vida mais acessível e passaram a viver em antigos galpões. O conceito agradou os descolados da época e atravessou gerações. Agora, o modelo foi, parcialmente, reinventado.

Ateliê de Alta Costura - Foto: Jomar Bragança

Ateliê de Alta Costura – Foto: Jomar Bragança

Para mostrar soluções que revolucionam a relação entre pessoas e seus espaços de viver, a Casa Cor Goiás 2016 apresenta ambientes sofisticados e acolhedores aos visitantes. A exposição propõe ideias para variados jeitos de morar em apartamentos e residências. No caso dos lofts, eles são destaque em quatro recintos da mostra: Piano et Vin, 50 tons urbanos, Loft Fazenda e Loft Garagem. Os estúdios ganham os holofotes em sete locais: Studio 777, Studio Nando, Studio 03, Lounge 20…30…, Ateliê de Alta Costura, Sala do Artista e Refúgio do Benjamim. Urbanos, práticos e contemporâneos, eles provam que criatividade aliada ao bom gosto cabem em qualquer lugar.

Como não há divisórias, o mais recomendado é usar móveis e cores para delimitar os ambientes. Para garantir charme de sobra é muito importante deixar a criatividade tomar conta.  Para os lofts não há limites, o que não vale na mesma proporção para os estúdios devido à atenção necessária em relação ao espaço diminuto. Independente disso, misturar estilos e compor detalhes são bastante válidos e podem roubar a cena, desde que não haja excessos. Os móveis com dupla função também são indicados porque ajudam a aproveitar a metragem disponível nesses espaços e se apresentam como recursos inteligentes. Nesse contexto, a aposta em modelos planejados é certeira ao incorporar o mobiliário aos ambientes com facilidade.

Refúgio do Benjamim - Foto: Jomar Bragança

Refúgio do Benjamim – Foto: Jomar Bragança

Os aparadores, centros de mesas, tapetes e quadros também são boas opções para deixar os projetos de loft e do estúdio diferenciados e confortáveis. Os materiais de acabamento também são imprescindíveis para dar vida a esses espaços. A integração é fundamental e a privacidade fazem parte da lista de características básicas. Elemento onipresente nos projetos, o pé-direito duplo valoriza o imóvel e conferindo a ele sensação de amplitude.